Avis juridique important
Primeira Directiva 80/1335/CEE da Comissão, de 22 de Dezembro de 1980, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros, respeitantes aos métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos
Jornal Oficial nº L 383 de 31/12/1980 p. 0027 - 0046
Edição especial finlandesa: Capítulo 13 Fascículo 11 p. 0087
Edição especial espanhola: Capítulo 15 Fascículo 2 p. 0215
Edição especial sueca: Capítulo 13 Fascículo 11 p. 0087
Edição especial portuguesa: Capítulo 15 Fascículo 2 p. 0215
Edição especial grega: Capítulo 13 Fascículo 11 p. 0014
PRIMEIRA DIRECTIVA DA COMISSÃO
de 22 Dezembro de 1980
relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros , respeitantes aos métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos
( 80/1335/CEE )
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS ,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia ,
Tendo em conta a Directiva 76/768/CEE do Conselho , de 27 de Julho de 1976 , relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes aos produtos cosméticos (1) , com a última redacção que lhe foi dada pela Directiva 79/661/CEE (2) e , nomeadamente , o n º 1 do seu artigo 8 º ,
Considerando que a Directiva 76/768/CEE prevê controlos oficiais dos produtos cosméticos , com o objectivo de verificar se são respeitadas as condições exigidas pelas disposições comunitárias relativas à composição dos produtos cosméticos ;
Considerando que convém estabelecer , o mais rapidamente possível , todos os métodos de análises necessários e que a determinação dos métodos de amostragem , de tratamento das amostras de laboratório , de identificação e doseamento dos hidróxidos de sódio e de potássio livres , de identificação e doseamento do ácido oxálico e dos seus sais alcalinos nos produtos capilares , de doseamento do clorofórmio nas pastas dentífricas , do zinco , de identificação e doseamento do ácido fenolsulfónico constituem uma primeira etapa ;
Considerando que as medidas previstas na presente directiva estão em conformidade com o parecer do comité para adaptação ao progresso técnico da Directiva 76/768/CEE ,
ADOPTOU A PRESENTE DIRECTIVA :
Artigo 1 º
Os Estados-membros tomarão as medidas necessárias para que , aquando dos controlos oficiais dos produtos cosméticos ,
- a amostragem ,
- o tratamento das amostras de laboratório ,
- a identificação e o doseamento dos hidróxidos de sódio e de potássio livres ,
- a identificação e o doseamento do ácido oxálico e dos seus sais alcalinos nos produtos capilares ,
- o doseamento do clorofórmio nas pastas dentífricas ,
- o doseamento do zinco ,
- a identificação e o doseamento do ácido fenolsulfónico
sejam efectuados consoante os métodos descritos no anexo .
Artigo 2 º
Os Estados-membros porão em vigor as disposições legislativas , regulamentares e administrativas necessárias para darem cumprimento ao disposto na presente directiva , o mais tardar até 31 de Dezembro de 1982 . Desse facto informarão imediatamente a Comissão .
Artigo 3 º
Os Estados-membros são destinatários da presente directiva .
Feito em Bruxelas em 22 de Dezembro de 1980 .
Pela Comissão
Richard BURKE
Membro da Comissão
(1) JO n º L 262 de 27 . 9 . 1976 , p. 169 .
(2) JO n º L 192 de 31 . 7 . 1979 , p. 35 .
ANEXO
I . A AMOSTRAGEM DOS PRODUTOS COSMÉTICOS
1 . OBJECTO E CAMPO DE APLIÇÃO
O presente documento descreve as modalidades de amostragens dos produtos cosméticos , tendo em vista a sua análise nos diferentes laboratórios .
2 . DEFINIÇÕES
Amostra elementar
unidade colhida num lote destinado à venda .
Amostra global
conjunto de amostras elementares portadoras de um só número de lote .
Amostra de laboratório
parte representativa da amostra global destinada a um laboratório de análises .
Tomada de ensaio :
parte representativa da amostra de laboratório necessária para uma análise .
Recipiente
objecto que pode conter um produto e que está em contacto directo e permanente com este produto .
3 . AMOSTRAGEM
3.1 . Os produtos cosméticos são retirados dos seus acondicionamentos de origem e enviados tal qual aos laboratórios .
3.2 . Para os produtos cosméticos a granel e em unidades que tiverem uma embalagem diferente da sua origem serão estabelecidas exigências especiais com vista à amostragem .
3.3 . As normas analíticas e o número de análises a efectuar por cada laboratório determinam o número de amostras elementares necessário para preparar a amostra de laboratório .
4 . IDENTIFICAÇÃO DE AMOSTRAS
4.1 . As amostras colhidas devem ser seladas no local da colheita e identificadas consoante as exigências em vigor no Estado-membro onde foi feita a colheita .
4.2 . Cada amostra elementar deve possuir as indicações seguintes :
- nome do produto cosmético ,
- data , hora e local da colheita ,
- nome da pessoa encarregada da colheita ,
- nome da entidade que efectua o controlo .
4.3 . Deve ser elaborado um relatório da amostragem em conformidade com as exigências em vigor no Estado-membro respectivo .
5 . ARMAZENAGEM DAS AMOSTRAS
5.1 . As amostras elementares devem ser armazenadas nas condições prescritas no rótulo , pelo fabricante .
5.2 . Na falta de prescrições especiais , todas as amostras devem ser guardadas a uma temperatura compreendida entre 10 ° e 25 ° C , ao abrigo da luz .
5.3 . As amostras elementares só devem ser abertas na altura da análise .
II . TRATAMENTO DAS AMOSTRAS DE LABORATÓRIO
1 . GENERALIDADES
1.1 . A determinação analítica é efectuada em cada uma das amostras elementares ou , se a quantidade for insuficiente , num número mínimo de amostras elementares previamente bem misturadas .
1.2 . Abrir o recipiente , sob gás inerte se o método de análise o especificar e tirar o número necessário de amostras para ensaio , o mais rapidamente possível . A análise deve ser efectuada no mais curto prazo . Se amostra tiver de ser conservada , tornar a fechar cuidadosamente o recipiente sob gás inerte .
1.3 . Os produtos cosméticos podem apresentar-se em 3 estados : líquido , pastoso , sólido .
Pode acontecer que os produtos cosméticos , acondicionados na origem sob forma homogénea , apresentem de seguida várias fases correspondentes aos estados acima citados . Neste caso , convém homogeneizá-los .
1.4 . Se um produto cosmético é acondicionado sob uma forma que torne impossível o seu tratamento em conformidade com as directivas presentes , e que não está prevista nos métodos de análise , pode proceder-se a um procedimento diferente , desde que seja descrito pormenorizadamente no relatório de análise .
2 . ESTADO LÍQUIDO
2.1 . Neste estado , encontram-se especialmente produtos como : « eau de toilette » , loção , solução , óleo , leite , que podem ser acondicionados em frasco , garrafa , ampola , tubo .
2.2 . Tomada de ensaio :
- agitar vigorosamente o recipiente antes de o destapar ,
- destapar ,
- deitar alguns mililítros do líquido num tubo de ensaio a fim de examinar visualmente as suas características com vista à colheita ,
- tapar de novo o recipiente , ou
- efectuar as colheitas do quantitativo de análise necessárias ao ensaio
- tapar de novo o recipiente .
3 . ESTADO PASTOSO
3.1 . Neste estado , encontram-se nomeadamente produtos como : creme , emulsão , gel , podende ser acondicionados em tubo , frasco flexível , boião .
3.2 . Tomada de ensaio
São possíveis dois casos :
3.2.1 . Recipiente com abertura estreita ( tubo , frasco flexível ) . Eliminar , pelo menos , o primeiro centímetro de produto a analisar . Efectuar a tomada de ensaio , tapar imediatamente de novo o recipiente .
3.2.2 . Recipiente com abertura larga ( boião ) . Raspar ligeiramente a superfície a fim de eliminar a camada superficial . Efectuar a tomada de ensaio , e tapar de novo , imediatamente , o recipiente .
4 . ESTADO SÓLIDO
4.1 . Neste estado , encontram-se nomeadamente produtos como : pó , pó compacto , baton , « pains » , que podem ser acondicionados em caixa ou estojo .
4.2 . Tomada de ensaio
São possíveis dois casos :
4.2.1 . Pó . Antes de tirar a cápsula ou tampa , agitar o pó , se possível vigorosamente . Destapar e efectuar a tomada de ensaio .
4.2.2 . Pó compacto ou baton . Eliminar , por leve raspagem , a camada superficial de sólido e efectuar a tomada de ensaio .
5 . PRODUTOS ACONDICIONADOS SOB PRESSÃO DE GÁS
5.1 . Estes produtos são definidos no artigo 2 º da Directiva 75/324/CEE , do Conselho de 20 de Maio de 1975 (3) .
5.2 . Tomada de ensaio
Após agitação vigorosa , uma parte representativa do conteúdo do aerosol é transvasada com a ajuda de um recipiente de transferência , para um frasco de vidro plastificado transparente provido de uma válvula . Este frasco não tem tubo mergulhador . Em casos especiais , o método de análise poderá prever outras peças de transferência . Podem-se apresentar quatro casos :
5.2.1 . O conteúdo de um aerosol é uma solução homogénea : está pronto para análise .
5.2.2 . O conteúdo de um aerosol compõe-se de duas fases líquidas : a análise de cada uma das duas fases pode ser efectuada após transvasamento da fase inferior para um segundo frasco . Esta fase é muitas vezes aquosa e já não contém gás propulsor ( por exp. butano/água ) . Neste caso , aquando do transvasamento , o colo do frasco ( figura 4 ) deve ser orientado para baixo .
5.2.3 . O conteúdo é constituído por um pó em suspensão : após separação do pó , pode-se analisar a fase líquida .
5.2.4 . Espuma ou creme : introduzir previamente no frasco de transvamento , uma quantidade conhecida ( por pesagem ) de 2-metoxietanol ( 5 a 10 g mais ou menos ) . Aquando da desgaseificação , o 2-metoxietanol impede a formação de espuma ; é então possível separar os gases propulsores sem perder líquido .
5.3 . Aparelhagem
A peça de trasfega P1 ( figura 1 ) é realizada em duralumínio ou em latão . É concebida para se adaptar aos diferentes tipos da válvula , por intermédio de uma ligação em polietileno . É descrita a título de exemplo ; outras peças de trasfega podem ser utilizadas ( figuras 2 e 3 ) .
O frasco de trasfega é de vidro branco ( figura 4 ) revestido exteriormente de uma protecção plastificada transparente . A sua capacidade é de 50 a 100 ml . É equipado de uma válvula , mas não tem tubo mergulhador .
5.4 . Método
Para transvasar uma quantidade suficiente de produto , é necessário libertar o frasco de trasfega do ar que contém . Para isso , e com a ajuda da peça de trasfega , introduzir cerca de 10 ml de diclorodifluorometano ou de butano ( consoante a natureza do produto a examinar ) , a seguir desgaseificar totalmente até desaparecimento da fase líquida , sendo o frasco mantido com a válvula para cima . Retirar a peça de trasfega e pesar o frasco de trasfega ( em gramas ) . Agitar vigorosamente o recipiente do qual se deve retirar a amostra . Adaptar a peça de trasfega à válvula do recipiente ( colocado com a válvula para cima ) , adaptar o frasco de trasfega ( colo para baixo ) na peça de trasfega e carregar . Encher o frasco trasfega até cerca de dois terços .
Se a trasfega para prematuramente devido ao equilíbrio das pressões , é possível prossegui-la arrefecendo o frasco de trasfega . Retirar a peça de trasfega e pesar o frasco ( b ) a fim de determinar a massa do produto tranvasado ( m1 ) ( m1 = b - a ) .
A amostra assim obtida pode ser utilizada :
- para a análise química habitual ,
- para uma análise das substâncias voláteis por cromotografia em fase gasosa .
5.4.1 . Análise química
Efectuar as operações seguintes , mantendo o frasco de trasfega com o colo para cima .
- desgaseificar . Se a desgaseificação provocar a formação de espuma , utilizar um frasco de trasfega contendo uma quantidade exactamente pesada de 2-metoxietanol ( 5 a 10 g ) , introduzida por meio de uma seringa , através da peça de trasfega ,
- terminar a eliminação quantitativa das substâncias voláteis , agitando num banho termostatizado a 40 ° C . Retirar a peça de trasfega ,
- pesar ( c gramas ) a fim de determinar a massa do resíduo ( m2 ) m2 = c - a . Para o cálculo do peso do resíduo , ter em consideração se necessário , a quantidade de 2-metoxietanol introduzida ,
- abrir o frasco retirando-lhe a válvula ,
- dissolver quantitativamente o resíduo , numa quantidade conhecida de solvente apropriado ,
- efectuar a dosagem considerada numa parte alíquota .
Fórmulas para o cálculo :
R = ( r · m2 ) /m1 y Q = ( R · P ) /100
em que
m1 = massa de produto transvasado no frasco de trasfega ,
m2 = massa do resíduo após aquecimento a 40 ° C ,
r = percentagem da substância doseada em m2 ( determinada por um método apropriado ) ,
R = percentagem da substância doseada na totalidade do produto
Q = quantidade total absoluta de substância doseada na totalidade do produto ,
P = massa líquida do produto acondicionado total antes do início das operações .
5.4.2 . Análise das substâncias voláteis por cromotografia em fase gasosa
5.4.2.1 . Princípio
Do frasco de trasfega retirar a quantidade de líquido apropriada , com a seringa de cromatografia a gás . Injectar o contéudo da seringa no cromatógrafo .
5.4.2.2 . Aparelhagem
Seringa de gases ( figura 5 ) . « Amostragem de Precisão » série A2 de 25 µl ou 50 µl ou seringa equivalente . Esta seringa tem uma válvula corrediça na sua agulha da extremidade . A ligação da seringa ao frasco de trasfega é realizada por meio da peça de trasfega do lado do frasco e de um tubo em polietileno ( comprimento 8 mm , diâmetro 2,5 mm ) do lado da seringa .
5.4.2.3 . Método
Após ter transvasado uma quantidade apropriada do produto no frasco de trasfega , através da peça de trasfega , adaptar a seringa no frasco de trasfega tal como indicado no ponto 5.4.2.2 . Com a válvula na posição aberta , aspirar uma quantidade apropriada de líquido . Eliminar as bolhas gazosas por vaivém sucessivo do pistão ( se fôr necessário , arrefecer a seringa ) . Quando a seringa contiver um líquido sem bolhas , fechar a válvula e puxar a seringa para fora do frasco de trasfega . Adaptar uma agulha e após introdução no injector do cromatógrafo , abrir a válvula e injectar .
5.4.2.4 . Padrão interno
Se fôr necessário utilizar um padrão interno , este pode ser introduzido no frasco de trasfega através de uma seringa , por intermédio da peça de trasfega .
(1) JO n º L 147 de 9 . 6 . 1975 , p. 40 .
Figura 1
Peça de trasfega P1 : v. JO
Figura 2
Tubo de ligação M2
Ajustável a uma válvula que apresente uma extramidade mache e uma válvola que espresenta uma extremidade fêmea : v. JO
Figura 3
Tubo de ligação M1
Ajustável a duas válvulas que apresentam extremidades macho : v. JO
Figura 4
Frasco de trasfega
capacidade 50 a 100 ml : v. JO
Figura 5
Seringa de gases : v. JO
III . IDENTIFICAÇÃO E DOSAGEM DOS HIDRÓXIDOS DE SÓDIO E DE POTÁSSIO LIVRES
1 . ÂMBITO E CAMPO DE APLICAÇÃO
O método descreve o procedimento que permite identificar os produtos cosméticos contendo quantidades importantes de hidróxidos de sódio e/ou de potássio livres e dosear estes hidróxidos nas preparações de desfrisante para cabelos e de solvente de cutícula das unhas .
2 . DEFINIÇÃO
O hidróxido de sódio e de potássio livre define-se como sendo o volume de ácido de referência necessário para neutralisar o produto em condições determinadas ; a quantidade obtida exprime-se sob a forma de hidróxido de sódio livre .
3 . PRINCÍPIO
A amostra é dissolvida ou dispersa em água e titulada com ácido de referência . Regista-se a variação do valor do pH ao mesmo tempo que se acrescenta o ácido : para uma solução simples de hidróxidos de sódio ou potássio , o fim da titulação corresponde a uma variação precisa do valor de pH registado .
A curva de titulação normal pode ser modificada pela presença de :
a ) Amoníaco e outras bases orgânicas fracas , que apresentam elas próprias uma curva de titulação bastante plana . Neste caso , o amoníaco é eliminado por evaporação sob pressão reduzida , mas à temperatura ambiente ;
b ) Sais de ácidos fracos , o que pode dar uma curva de titulação apresentando vários pontos de inflexão . Neste caso , só a primeira parte da curva até ao primeiro destes pontos de inflexão corresponde à neutralização do ião hidróxido proveniente do hidróxido de sódio ou de potássio livre .
Preconiza-se um outro procedimento de titulação no álcool , quando é indicado que existe uma interferência excessiva dos sais de ácidos inorgânicos fracos .
Se bem que seja teoricamente possível encontrar outras bases fortes solúveis , tais como o hidróxido de lítio ou o hidróxido de amónio quaternário , que conferem um pH elevado , é muito improvável a sua presença neste tipo de produto cosmético .
4 . IDENTIFICAÇÃO
4.1 . Reagentes
4.1.1 . Solução tampão alcalina de referência de pH 9,18 a 25 ° C : solução 0,05 M de tetraborato de sódio .
4.2 . Aparelhagem
4.2.1 . Material corrente de laboratório
4.2.2 . Aparelho de medição de pH
4.2.3 . Eléctrodo de vidro
4.2.4 . Eléctrodo de referência de calomelano
4.3 . Método
Aferir o aparelho de medida por meio da solução tampão de referência ( 4.1.1 . ) .
Preparar uma solução ou dispersão a 10 % na água do produto a analisar e filtrar . Medir o pH . Se fôr igual ou superior a 12 é necessário efectuar uma dosagem .
5 . DOSEAMENTO
5.1 . Titulação em meio aquoso
5.1.1 . Reagentes
5.1.1.1 . Solução 0,1 N de ácido clorídrico normalizada
5.1.2 . Aparelhagem
5.1.2.1 . Material corrente de laboratório
5.1.2.2 . Medidor de pH , de preferência com registador
5.1.2.3 . Eléctrodo de vidro
5.1.2.4 . Eléctrodo de referência de calomelano
5.1.3 . Método
Pesar com precisão , num copo de 150 ml , uma tomada de ensaio de 0,5 a 1 g . Na presença de amoníaco , acrescentar algumas bolas de vidro , colocar o copo num exsicador de vácuo , evacuá-lo por meio de uma trompa de água até que o cheiro de amoníaco desapareça ( cerca de 3 horas ) .
Dissolver ou dispersar o resíduo em 100 ml de água . Titular com uma solução de ácido clorídrico 0,1 N ( 5.1.1.1 . ) , registando a variação do pH ( 5.1.2.2 . ) .
5.1.4 . Cálculos
Determinar os pontos de inflexão da curva de titulação . Quando o primeiro ponto de inflexão aparece a um pH inferior a 7 , a amostra não contém hidróxido de sódio ou de potássio .
Quando aparecem dois ou vários pontos de inflexão na curva , só o primeiro é tomado em consideração .
Anotar o volume da solução consumida na titulação até a este primeiro ponto de inflexão .
Seja V o volume da solução consumida na titulação , em ml ,
M a massa da toma em g .
A concentração em hidróxidos de sódio e/ou de potássio na amostra é expressa em percentagem ( m/m ) de hidróxido de sódio pela fórmula :
% de hidróxido de sódio = 0,4 V/M
Pode acontecer que , apesar da indicação da presença de uma quantidade bastante importante de hidróxidos de sódio e/ou potássio , a curva de titulação não apresente um ponto de inflexão claro . Neste caso , convém proceder a uma nova dosagem em isopropanol .
5.2 . Titulação em 2-propanol
5.2.1 . Reagentes
5.2.1.1 . 2-propanol
5.2.1.2 . Solução aquosa titulada 1,0 N de ácido clorídrico
5.2.1.3 . A solução 0,1 N de ácido clorídrico no 2-propanol é preparada imediatamente antes da utilização por diluição da solução aquosa de ácido clorídrico 1,0 N , com 2-propanol
5.2.2 . Aparelhagem
5.2.2.1 . Material corrente de laboratório
5.2.2.2 . Medidor de pH , de preferência com registador
5.2.2.3 . Eléctrodo de vidro
5.2.2.4 . Eléctrodo de referência de calomelano
5.2.3 . Método
Pesar , com precisão uma tomada de ensaio entre 0,5 e 1 g , num copo de 150 ml .
Na presença de amoníaco , juntar algumas esferas de vidro , colocar o copo num exsicador de vácuo , evacuá-lo por meio de uma trompa de água até que o cheiro de amoníaco desapareça ( cerca de 3 h ) .
Dissolver ou dispersar o resíduo em 100 ml de 2-propanol .
Titular com a solução 0,1 N de ácido clorídrico em 2-propanol ( 5.2.1.3 . ) registando a variação do pH aparente ( 5.2.2.2 . )
5.2.4 . Cálculos
Mesmo método que no ponto 5.1.4 . O primeiro ponto de inflexão aparece a um pH aparente de cerca de 9 .
5.3 . Repetibilidade (4)
Para teores da ordem dos 5 % ( m/m ) , a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não deve ultrapassar 0,25 % .
IV . DOSEAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DO ÁCIDO OXÁLICO E DOS SEUS SAIS ALCALINOS NOS PRODUTOS CAPILARES
1 . Âmbito e campo de aplicação
O método abaixo indicado é adaptado ao doseamento e à identificação do ácido oxálico e dos seus sais alcalinos nos produtos capilares .
Pode ser utilizado nas soluções e loções incolores aquosas ou hidro-alcóolicas que contêm cêrca de 5 % de ácido oxálico ou uma proporção equivalente de oxalato alcalino .
2 . Definição
O teor da amostra em ácido oxálico e/ou em sais alcalinos deste ácido , determinado segundo este método , é expresso em percentagem de massa de ácido oxálico .
3 . Princípio
Após ter eliminado os agentes tensio-activos aniónicos eventuais com a ajuda de cloridrato de p-toluidina , precipita-se o ácido oxálico e/ou os oxalatos sob a forma de oxalato de cálcio , depois filtrase a solução . O precipitado é de seguida dissolvido em ácido sufufrico e titulado com permanganato de potássio .
4 . Reagentes
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica .
4.1 . Solução de acetato de amónio a 5 % ( m/m )
4.2 . Solução de cloreto de cálcio a 10 % ( m/m )
4.3 . Etanol a 95 % ( V/V )
4.4 . Tetracloreto de carbono
4.5 . Éter dietílico
4.6 . Solução de cloridrato de p-toluidina a 6,8 % ( m/m )
4.7 . Solução de permanganato de potássio 0,1 N
4.8 . Ácido sulfúrico a 20 % ( m/m )
4.9 . Ácido clorídrico a 10 % ( m/m )
4.10 . Acetato de sódio 3 H20
4.11 . Ácido acético glacial
4.12 . Ácido sulfúrico ( 1 : 1 )
4.13 . Solução saturada de hidróxido de bário
5 . Aparelhagem
5.1 . Ampolas de decantação , 500 ml
5.2 . Copos de vidro , 50 e 600 ml
5.3 . Cadinhos filtrantes , de vidro poroso G-4
5.4 . Provetas graduadas , 25 e 100 ml
5.5 . Pipetas , 10 ml
5.6 . Frascos para filtração sob vácuo , 500 ml
5.7 . Trompa de água
5.8 . Termómetro graduado de 0 a 100 ° C
5.9 . Agitador magnético aquecedor
5.10 . Magnetes revestidos de teflone
5.11 . Bureta , 25 ml
5.12 . Matrazes cónicos 250 ml
6 . Método
6.1 . Pesar 6 a 7 g. da amostra num copo de vidro de 50 ml , ajustar o pH a 3 , com a ajuda de ácido clorídrico diluido ( 4.9 . ) depois , transvasar a solução , com a ajuda de 100 ml de água destilada , numa ampola de decantação . Acrescentar de seguida 25 ml de etanol ( 4.3 . ) , 25 ml de solução de cloridrato de p-toluidina ( 4.6 . ) e 25 a 30 ml de tetracloreto de carbono ( 4.4 . ) e agitar vigorosamente a mistura .
6.2 . Após separação das fases , remover a camada inferior ( fase orgância ) repetir a extracção com a ajuda dos reagentes utilizados em 6.1 . e remover de novo a fase orgânica .
6.3 . Transvasar a solução aquosa para um copo de vidro de 600 ml e eliminar o tetracloreto de carbono residual , levandoa solução à ebulição .
6.4 . Acrescentar 50 ml de solução de acetato de amónio ( 4.1 . ) , levar a solução a ebulição ( 5.9 . ) , acrescentar 10 ml de solução quente de cloreto de cálcio ( 4.2 . ) à solução em ebulição , continuando a agitar , a fim de formar o precipitado .
6.5 . Verificar se a precipitação está completa , acrescentando algumas gotas de solução de cloreto de cálcio ( 4.2 . ) , deixar arrefecer à temperatura ambiente , acrescentar agitando ( 5.10 . ) 200 ml de etanol ( 4.3 . ) e deixar repousar durante 30 minutos .
6.6 . Filtrar o líquido num cadinho filtrante de vidro ( 5.3 . ) , transvasar o precipitado para o cadinho filtrante com uma pequena quantidade de água quente ( 50 a 60 ° C ) e lavar o precipitado com água fria .
6.7 . Lavar o precipitado cinco vezes seguidas com um pouco de etanol ( 4.3 . ) e de éter dietílico ( 4.5 . ) , depois dissolver o precipitado em 50 ml de ácido sulfúrico quente ( 4.8 . ) , aspirando este último através do cadinho filtrante .
6.8 . Transvasar quantitativamente a solução para um matraz ( 5.12 . ) e titular mediante uma solução de permanganato de potássio ( 4.7 . ) até à obtenção de uma coloração rosa fraca .
7 . Cálculo
O teor da amostra expresso em ácido oxálico , em percentagem de massa , é calculado com a ajuda da fórmula :
% ácido oxálico = ( A × 4,50179 × 100 ) / ( E × 1000 )
na qual :
A = consumo de permanganato de potássio 0,1 N medido em 6.8 .
E = quantidade da amostra utilizada em 6.1 . , em gramas
4,50179 = coeficiente de conversão para o ácido oxálico .
8 . Repetibilidade (4)
Para um teor em ácido oxálico da ordem dos 5 % ( m/m ) , a diferença entre os resultados de duas dosagens paralelas efectuadas na mesma amostra não deve ultrapassar os 0,15 % .
9 . Identificação
9.1 . Princípio
O áxido oxálico e/ou os oxalatos são precipitados sob a forma de oxalato de cálcio e dissolvidos em ácido sulfúrico . Adiciona-se em seguida um pouco de solução de permanganato de potássio ; este descora-se , libertando-se dióxido de carbono . Se se borbulhar este anidrido carbónico numa solução de barite , provoca-se a formação de um precipitado branco ( opaco ) de carbonato de bário .
9.2 . Método
9.2.1 . Submeter uma parte da amostra a examinar , ao tratamento indicado nos pontos 6.1 . a 6.3 . acima , a fim de eliminar os detergentes que poderia conter .
9.2.2 . Aos 10 ml , mais ou menos , da solução obtida em 9.2.1 . , acrescentar um pouco de acetato de sódio ( 4.10 . ) na ponta da espátula e acidificar a solução com algumas gotas de ácido acético glacial ( 4.11 . )
9.2.3 . Acrescentar solução de cloreto de cálcio a 10 % ( 4.2 . ) e filtrar a solução obtida . Dissolver o precipitado de oxalato de cálcio em 2 ml de ácido sulfúrico ( 1.1 . ) ( 4.12 . ) .
9.2.4 . Transvasar a solução para um tubo de ensaio e acrescentar gota a gota , cerca de 0,5 ml de solução de permanganato de potássio 0,1 N ( 4.7 . ) . Na presença de oxalato , a solução descora , primeiro lentamente , depois rapidamente .
9.2.5 . Logo após a adição do permanganato de potássio , colocar em cima do tubo de ensaio , um pequeno tubo de vidro de dimensão adequada a provido de uma tampa ; aquecer ligeiramente o conteúdo e recolher o dióxido de carbono formado numa solução saturada de hidróxido de bário ( 4.13 . ) . A formação , passados 3 a 5 minutos , de uma nuvem leitosa de carbonato de bário , indica a presença de ácido oxálico .
V . DOSEAMENTO DO CLOROFÓRMIO NAS PASTAS DENTÍFRICAS
1 . ÂMBITO E CAMPO DE APLICAÇÃO
Este método descreve o doseamento por cromatografia em fase gasosa do clorofórmio nas pastas dentífricas . O método é previsto para dosear até 5 % de clorofórmio .
2 . DEFINIÇÃO
O clorofórmio doseado segundo este método é expresso em percentagem de massa do produto .
3 . PRÍNCIPIO
Põe-se a pasta dentífrica em suspensão numa mistura de dimetilformamida e de metanol , à qual é adicionada uma certa quantidade de acetonitrilo como padrão interno . Após centrifugação , examina-se uma parte da fase líquida por cromatografia em fase gasosa e calcula-se o teor em clorofórmio .
4 . REAGENTES
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica .
4.1 . Porapak Q , ou cromosorb 101 ou equivalente ( 80 - 100 mesh ) .
4.2 . Acetonitrilo .
4.3 . Clorofórmio .
4.4 . Dimetilformamida .
4.5 . Metanol .
4.6 . Solução de padrão interno :
Pipetar 5 ml de dimetilformamida ( 4.4 . ) num frasco graduado de 50 ml e acrescentar cerca de 300 mg ( M ) de acetonitrilo exactamente pesados . Completar até ao traço com dimetilformamida e misturar .
4.7 . Solução para determinar o factor de resposta relativo :
Pipetar , 5 ml de soluçãoe padrão interno ( 4.6 . ) num frasco graduado de 10 ml e acrescentar cerca de 300 mg ( M1 ) de clorofórmio ( 4.3 . ) exactamente pesados . Completar até ao traço com a dimetilformamida e misturar .
5 . APARELHAGEM
5.1 . Balança analítica .
5.2 . Cromatógrafo em fase gasosa , provido de um detector de ionização de chama .
5.3 . Seringa para injecção de 5 ou 10 microlitros , com graduações de 0,1 microlitos .
5.4 . Pipetas graduadas de 1,4 e 5 ml .
5.5 . Balões graduados de 10 e 50 ml .
5.6 . Tubos de ensaio de cerca de 20 ml com tampa de rosca . O interior da tampa é provido de uma placa em matéria plástica com uma das faces revestida a téflon .
5.7 . Centrifugadora .
6 . MÉTODO
6.1 . Condições da cromatografia em fase gasosa .
6.1.1 . Tipo de coluna : vidro , espiralada
Comprimento : 150 cm ,
Diâmetro interno : 4 mm ,
Diâmetro externo : 6 mm .
6.1.2 . Enchimento : Porapak Q ou cromosorb 101 ou equivalente a 80 - 100 mesh ( 4.1 . )
6.1.3 . Detector : ionização de chama .
Regular a sua sensibilidade de modo que , após a injecção de 3 microlitros da solução 4.7 . , a altura do pico do acetonitrilo cubra cerca dos 3/4 da totalidade da escala .
6.1.4 . Gases
Vector : azoto , débito 65 ml/min
Auxiliar : hidrogénio
Regular o débito do gás ao nível do detector de ionização de chama , de modo a que o débito de ar ou de oxigénio seja cinco a dez vezes o do hidrogénio .
6.1.5 . Temperaturas :
Injector 210 ° C ,
Detector 210 ° C ,
Coluna 175 ° C .
6.1.6 . Registador :
Velocidade : 100 cm/h aproximadamente
6.2 . Preparação da amostra
Efectuar a tomada de ensaio a partir de um tubo ainda não aberto . Eliminar um terço do conteúdo , fechar de novo o tubo , misturar cuidadosamente no tubo e colher então a amostra para análise .
6.3 . Doseamento
6.3.1 . Pesar , com uma precisão de 10 mg , 6 ou 7 gr ( Mo ) de pasta dentífrica tratada conforme 6.2 . num tubo com tampa roscada ( 5.6 . ) e juntar algumas esferas de vidro .
6.3.2 . Pipetar : 5,0 ml da solução de padrão interno ( 4.6 . ) , 4 ml de dimetilformamida ( 4.4 . ) e 1 ml de metanol ( 4.5 . ) no tubo , fechar a tampa e homogeneizar .
6.3.3 . Agitar durante meia-hora num agitador mecânico e centrifugar durante 15 min , o tubo fechado , a uma tal velocidade que se obtenha uma separação clara das fases .
Nota
Acontece às vezes que a fase líquida está ainda turva após a centrifugação . Pode-se remediar isto , acrescentando 1 a 2 g de cloreto de sódio à fase líquida , e de seguida , centrifugar de novo .
6.3.4 . Injectar 3 microlitros desta solução ( 6.3.3 . ) nas condições descritas em 6.1 . Repetir esta operação . Nas condições atrás referidas , podemos dar como valor de orientação os tempos de retenção seguintes :
metanol * cerca de 1 minuto , *
acetonitrilo * cerca de 2,5 minutos , *
clorofórmio * cerca de 6 minutos , *
dimetil formamida * > 15 minutos . *
6.3.5 . Determinação do factor de resposta relativo
Injectar 3 microlitros da solução 4.7 . a fim de determinar o factor de resposta relativo . Repetir esta operação . Determinar diariamente o factor de resposta relativo .
7 . CÁLCULO
7.1 . Cálculo de resposta relativa
7.1.1 . Medir a altura e a largura , a meia-altura , dos picos de acetronitrilo e de clorofórmio e calcular a superfície dos dois picos com a fórmula : altura x largura a meia-altura .
7.1.2 . Determinar a superfície dos picos de acetronitrilo e de clorofórmio nos cromatogramas obtidos em 6.3.5 . e calcular a resposta relativa f s com a seguinte fórmula :
f s = ( As · Mi ) / ( Ms · Ai ) = ( As · 1/10 M ) / ( Ai · M1 )
na qual :
Fs = factor de resposta relativo para o clorofórmio ,
As = superfície do pico do clorofórmio ( 6.3.5 . ) ,
Ai = superfície do pico do acetronitrilo ( 6.3.5 . ) ,
Ms = quantidade de clorofórmio em mg para 10 ml da solução utilizada em 6.3.5 . ( M1 ) ,
Mi = quantidade de acetronitrilo em mg para 10 mg da solução utilizada em 6.3.5 . ( = 1/10 M ) .
Calcular a média dos valores encontrados .
7.2 . Cálculo do teor em clorofórmio
7.2.1 . Calcular da maneira descrita em 7.1.1 . a superfície dos picos de clorofórmio e acetonitrilo dos cromatogramas obtidos em 6.3.4 .
7.2.2 . Calcular o teor em clorofórmio da pasta dentrifica com a fórmula :
% X = ( As · Mi ) / ( f s · M sx · Ai ) · 100 % = ( As · M ) / ( f s · Ai · M o · 100 )
na qual :
% X = teor de clorofórmio em percentagem da massa da pasta dentrífica ,
As = superfície do pico de cloróformio ( 6.3.4 . ) ,
Ai = superfície do pico de acetonitrilo ( 6.3.4 . ) ,
M sx = peso em mg da amostra examinada em 6.3.1 . ( = 1 000 . mo ) ,
Mi = quantidade de acetonitrilo em mg para 10 ml da solução obtida em 6.3.2 . ( 1/10 M ) ;
Calcular a média dos teores obtidos e expressar o resultado com aproximação às décimas .
8 . REPETIBILIDADE (4)
Para um teor em clorofórmio de 3 % ( m/m ) , a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados com a mesma amostra , não deve ultrapassar os 3 % .
VI . DOSEAMENTO DO ZINCO
1 . ÂMBITO E CAMPO DE APLICAÇÃO
Este método descreve o doseamento do zinco presente nos produtos cosméticos sob a forma de cloreto , sulfato , fenolsulfato ou de combinações dos vários sais em questão .
2 . DEFINIÇÃO
O teor em zinco da amostra , determinado por gravimetria de bis ( 2-metil-8-quinolilóxido ) de zinco , é expresso em percentagem da massa de zinco .
3 . PRINCÍPIO
O zinco em solução é precipitado , em meio ácido , sob a forma de bis ( 2-metil-8-quinolinóxido ) . Após filtração e secagem , o precipitado é pesado .
4 . REAGENTES
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica .
4.1 . Amoníaco concentrado a 25 % ( m/m ) ; d (20,4) = 0,91 .
4.2 . Acido acético glacial .
4.3 . Acetato de amónio .
4.4 . 2-metil-8-quinolinol .
4.5 . Solução de amoníaco a 6 % ( m/v ) . Deitar 240 g de amoníaco concentrado ( 4.1 . ) num frasco graduado de 1000 ml , prefazer com água destilada até ao traço e misturar .
4.6 . Solução de acetato de amónio 0,2 M . Dissolver com água destilada num matrás graduado de 1000 ml 15,4 g de acetato de amónio ( 4.3 . ) . Perfazer com água destilada até ao traço e misturar .
4.7 . Solução de 2-metil-8-quinolinol . Num balão graduado de 100 ml , dissolver 5g de 2-metil-8-quinolinol em 12 ml de ácido acético glacial . Perfazer com água destilada até ao traço e misturar .
5 . APARELHAGEM
5.1 . Balões graduados , 100 e 1000 ml .
5.2 . Copos de vidro , 400 ml .
5.3 . Provetas graduadas , 50 e 150 ml .
5.4 . Pipetas graduadas , 10 ml .
5.5 . Cadinhos filtrantes em vidro poroso G-4 .
5.6 . Frascos para filtração sob vácuo , 500 ml .
5.7 . Trompa de água .
5.8 . Termómetro graduado de 0 a 100 ° C pelo menos .
5.9 . Exsicador , contendo um exsicante apropriado com indicador higrométrico , por exemplo : gel de sílica ou equivalente .
5.10 . Estufa , regulada para uma temperatura de 150 + - 2 ° C .
5.11 . Medidor de pH .
5.12 . Placa aquecedora .
6 . MÉTODO
6.1 . Pesar 5 a 10 g ( M ) da amostra a examinar , que devem conter 50 a 100 mg mais ou menos de zinco , colocá-los num copo de 400 ml , acrescentar 50 ml de água destilada e misturar .
6.2 . Acrescentar 2 ml de solução de 2-metil-8-quinolinol ( 4.7 . ) por cada dezena de miligrama de zinco contido na solução ( 6.1 . ) e misturar .
6.3 . Diluir com 150 ml de água destilada , levar ( 5.12 . ) a temperatura da solução a 60 ° C e acrescentar , agitando , 45 ml da solução de acetato de amónio 0,2 M ( 4.6 . )
6.4 . Agitando continuamente , ajustar o pH da solução a 5,7-5,9 com a ajuda da solução de amoníaco ( 4.5 . ) ; controlar o pH da solução por meio de um medidor de pH .
6.5 . Deixar repousar 30 minutos , aspirar a solução por meio de uma trompa de água a solução através de umacadinho filtrante G-4 ; previamente seco ( 150 ° C ) e tarado após arrefecimento ( Mo ) . Lavar o precipitado recolhido no cadinho com um total de 150 ml de água destilada aquecida a 95 ° C .
6.6 . Colocar o cadinho numa estufa regulada a 150 ° C e secar durante 1 hora .
6.7 . Retirar o cadinho da estufa , colocá-lo num exsicador ( 5.9 . ) e determinar a sua massa ( M1 ) após ter voltado à temperatura ambiente .
7 . CÁLCULO
Calcular o teor em zinco na amostra em percentagem da massa ( % m/m ) por meio da fórmula :
% zinco = ( M1 - M0 ) X 17,12/M
na qual :
M = massa em gramas da fracção da amostra examinada em 6.1 . ,
M0 = massa em gramas do cadinho filtrante vazio e seco ( 6.5 . ) ,
M1 = massa em gramas do cadinho filtrante , após precipitação ( 6.7 . ) .
8 . REPETIBILIDADE (4)
Para um teor em zinco da ordem de 1 % ( m/m ) , a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos efectuados na mesma amostra não deve ultrapassar 0,1 % .
VII . DOSEAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DO ACIDO FENOLSULFÓNICO
1 . OBJECTO E CAMPO DE APLICAÇÃO
Este método descreve a identificação e o doseamento do ácido fenolsulfónico nos produtos cosméticos tais como aerosóis e loções faciais .
2 . DEFINIÇÃO
O teor da amostra em ácido fenolsulfónico determinado segundo este método é expresso em percentagem de massa de fenolsulfonato de zinco anidro .
3 . PRINCÍPIO
A amostra destinada ao exame é concentrada sob pressão reduzida , dissolvida em água e purificada por extracção pelo clorofórmio . O doseamento do ácido fenolsulfónico é efectuado por bromoiodometria numa alíquota da solução aquosa filtrada .
4 . REAGENTES
Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica .
4.1 . Acido clorídrico concentrado a 36 % ( d (20,4) = 1,18 ) .
4.2 . Clorofórmio .
4.3 . Butanol - 1 .
4.4 . Acido acético glacial .
4.5 . Iodeto de potássio .
4.6 . Brometo de potássio .
4.7 . Carbonato de sódio .
4.8 . Acido sulfanílico .
4.9 . Nitrito de sódio .
4.10 . Solução de bromato de potássio 0,1 N .
4.11 . Solução de tiossulfato de sódio 0,1 N .
4.12 . Solução aquosa de amido a 1 % ( m/v ) .
4.13 . Solução aquosa de carbonato de sódio a 2 % ( m/v ) .
4.14 . Solução aquosa de nitrito de sódio a 4,5 % ( m/v ) .
4.15 . Solução de ditizona a 0,05 % ( m/v ) no clorofórmio .
4.16 . Solvente de desenvolvimento Butanol-1/ácido acético glacial/água ( = 4:1:5 , partes por volume ) ; após mistura numa ampola de decantação , elimina-se a fase inferior .
4.17 . Reagente de Pauly ;
Dissolver , aquecendo , 4,5 g de ácido sulfanílico ( 4.8 ) em 45 ml de ácido clorídrico concentrado ( 4.1 . ) e diluir com água até prefazer 500 ml . Deixar arrefecer 10 ml da solução numa bacia com água gelada e acrescentar , agitando , 10 ml , de uma solução fria de nitrito de sódio ( 4.14 . ) . Deixar repousar esta mistura durante 15 minutos a 0 ° C ( a esta temperatura , a solução é estável durante 1 a 3 dias ) e acrescentar 20 ml de solução de carbonato de sódio ( 4.13 . ) antes da pulverização .
4.18 . Placas de celulose já preparadas para a cromatografia , em camada fina , formato 20 × 20 cm , espessura da camada absorvente 0,25 mm .
5 . APARELHAGEM
5.1 . Balões de fundo redondo , 100 ml .
5.2 . Ampola de decantação 100 ml .
5.3 . Matrazes 250 ml .
5.4 . Bureta , 25 ml .
5.5 . Pipetas aferidas com capacidades de : 1 ml , 2 ml e 10 ml .
5.6 . Pipeta graduada , 5 ml .
5.7 . Seringa para injecção de 10 microlitros , graduada em 0,1 microlitros .
5.8 . Termómetro graduado de 0 a 100 ° C .
5.9 . Banho-maria , provido de um elemento aquecedor .
5.10 . Estufa , bem ventilada e regulada a 80 ° C .
5.11 . Acessórios usuais para a cromatografia sobre camada fina .
6 . PREPARAÇÃO DA AMOSTRA
Para identificação e doseamento do ácido fenolsulfónico nos aerosóis como são descritos abaixo , utiliza-se o resíduo obtido , desembaraçando o conteúdo do aerosol dos solventes e propulsores que são voláteis sob uma pressão normal .
7 . IDENTIFICAÇÃO
7.1 . Em 6 pontos da linha de partida situada a 1 cm da parte de baixo da placa de celulose ( 4.18 . ) , depositar sucessivamente , por meio de uma seringa para injecção ( 5.7 . ) , 5 microlitros do resíduo ( 6 ) ou da amostra .
7.2 . Colocar a placa numa cuba contendo já o solvente de desenvolvimento ( 4.16 ) e esperar que a frente do solvente tenha atingido uma linha situada a 15 cm da linha de partida .
7.3 . Depois de a ter tirado da cuba , secar a placa a 80 ° C até à evaporação total do ácido acético . Depois pulverizar a solução de carbonato de sódio ( 4.13 . ) sobre a placa e deixar secar ao ar .
7.4 . Cobrir metade da placa com uma placa de vidro e pulverizar a solução de ditizona a 0,05 % ( 4.15 . ) sobre a metade não coberta . Em presença de iões zinco , manchas vermelho/lilás aparecem no cromatograma .
7.5 . Cobrir de seguida com uma placa de vidro , a metade da placa que recebeu a pulverização de ditizona e pulverizar o reagente de £pauly ( 4.17 . ) sobre a outra metade ; em presença do ácido fenolsulfónico , aparecem no cromatograma uma mancha acastanhada/amarelada ( ácido p-fenolsulfónico ) de um valor Rf vizinho de 0,26 e uma mancha amarela ( ácido m-fenolsulfónico ) de uma valor Rf vizinho de 0,45 .
8 . DOSEAMENTO
8.1 . Pesar 10 g de amostra ou de resíduo ( 6 ) num balão com fundo redondo de 100 ml e , por meio de um evaporador rotativo sob vácuo , concentrá-los quase a seco num banho-maria a 40 ° C .
8.2 . Pipetar 10 ml de água ( V1 ) para o balão e dissolver o resíduo de evaporação ( 8.1 . ) a quente .
8.3 . Transvasar quantitativamente a solução numa ampola de decantação ( 5.2 . ) e extraí-la duas vezes seguidas com 20 ml de clorofórmio ( 4.2 . ) .
8.4 . Filtrar a solução aquosa através de um filtro de pregas . Em função do teor previsto em ácido fenolsulfónico , pipetar 1 ou 2 ml ( V2 ) do filtrado num matraz cónico de 250 ml ( 5.3 . ) e diluir com água até à obtenção de 75 ml de solução .
8.5 . Acrescentar 2,5 ml de ácido clorídrico a 36 % ( 4.1 . ) e 2,5 ml de brometo de potássio ( 4.6 . ) , misturar e aquecer a solução a 50 ° C em banho-maria .
8.6 . Utilizando uma bureta , acrescentar a quantidade de solução de bromato de potássio 0,1N ( 4.10 . ) necessária para fazer virar a coloração da solução para o amarelo , mantendo a sua temperatura a 50 ° C .
8.7 . Acrescentar 3 ml de solução de bromato de potássio ( 4.10 . ) , fechar e colocar durante 10 minutos em banho-maria a 50 ° C .
Se , passados estes 10 minutos , a coloração desaparecer , acrescentar ainda 2 ml de solução de bromato de potássio ( 4.10 . ) e colocar de novo o frasco rolhado durante 10 minutos suplementares em banho-maria a 50 ° C . Anotar a quantidade total de solução de bromato de potássio acrescentada ( a ) .
8.8 . Arrefecer a solução à temperatura ambiente , acrescentar 2 g de iodeto de potássio ( 4.5 . ) e misturar .
8.9 . Utilizando uma solução de tiossulfato de sódio 0,1N ( 4.11 . ) , titular o iodo libertado . No fim da titulação , adicionar algumas gotas de solução de amido ( 4.12 . ) como indicador . Anotar a quantidade de tiossulfato de sódio utilizada ( b ) .
9 . CÁLCULO
Calcular o teor em fenolsulfonato de zinco da amostra ou do resíduo ( 6 ) em percentagem da massa ( % m/m ) por meio da fórmula :
% fenolsulfonato de zinco = ( a - b ) × V1 × 0,00514 × 100/ ( m × V2 )
na qual :
a = quantidade total em ml de solução de bromato de potássio 0,1N acrescentada ( 8.7 . ) ,
b = quantidade em ml de solução de tiossulfato de sódio 0,1N utilizada na titulação ( 8.9 . ) ,
m = quantidade de produto ou de resíduo examinada ( 89.1 . ) ( em miligramas ) ,
V1 = volume em ml , da solução obtida em 8.2 . ,
V2 = volume em ml , do resíduo de evaporação dissolvido utilizado para o exame ( 8.4 . ) .
Nota
No caso dos aerossóis , o resultado das medidas em % ( m/m ) do resíduo ( 6 ) deve ser convertido em percentagem do produto de origem .
10 . REPETIBILIDADE (4)
Para um teor de cerca de 5 % de fenolsulfonato de zinco , a diferença entre os resultados de dois doseamentos paralelos , efectuados na mesma amostra , não deve ultrapassar 0,5 % .
11 . INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
Nos termos do disposto na directiva relativa aos produtos cosméticos , as loções faciais e os desodorizantes podem conter no máximo 6 % ( m/m ) do fenolsulfonato de zinco . Tendo em conta esta formulação , é necessário determinar , não só o teor em ácido fenolsulfónico , como também o teor em zinco . Se se multiplicar pelo coeficiente 0,1588 , o teor em fenolsulfonato de zinco calculado no ponto 9 , obtém-se o teor mínimo em zinco do produto , em % ( m/m ) , tal como resulta do teor medido em ácido fenolsulfónico . O teor efectivo em zinco medido por processos gravimétricos ( ver as disposições específicas ) , é todavia susceptível de ser mais elevado , pois os produtos cosméticos podem igualmente conter cloreto e sulfato de zinco .
(4) Segundo a norma ISO/DIS 5725 .
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